quinta-feira, 14 de maio de 2015

{Resenha} Extraordinário

Autor: R. J. Palacio
Editora: Intríseca 
Número de Páginas: 320 
Classificação: 5/5 

Sinopse: August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso, ele nunca havia frequentado uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é dificil ser um aluno novo, ais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie, tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros. 

Visão Geral


Emocionante, esse é o sentimento que senti ao ler a ultima linha, a ultima palavra deste livro realmente extraordinário.

Neste livro, conheci a vida de August, mais conhecido como Auggie, o garotinho que sofria de uma síndrome onde deformou todo o seu rosto. Auggie havia passado por diversas cirurgias para tentar melhorar sua aparência, mas ainda com todos os procedimentos médicos, seu rosto continuou desconfigurado.


"A única razão de eu não ser comum é que ninguém além de mim me enxerga dessa forma"


Auggie é uma criança de dez anos como outra qualquer, apesar de sua aparência, porém, nunca havia ido à escola devido as diversas cirurgias que havia feito.

Quando as grandes cirurgias diminuíram, seus pais resolveram matricula-lo na escola, não que isso agradasse o garoto, pois, obviamente, já imaginava por tudo que passaria todos os dias ao redor de tantas crianças que nunca o viram na rua.

Logo que Auggie começa a frequentar a escola, já percebe o quanto as pessoas se assustam com a sua aparência, muitas crianças o tratam como um doente, não chegam perto, não o tocam, e quando isso acontecem, correm imediatamente para lavar suas mãos com medo de que sua síndrome possa ser contagiosa. 


"[...] deveríamos ser lembrados pelas coisas que fazemos. Elas importam mais do que tudo. Mais do que aquilo que dizemos ou do que nossa aparência. As coisas que fazemos sobrevivem a nós. São como os monumentos que as pessoas erguem em honra dos heróis depois que eles morrem. Como as pirâmides que os egípcios construíam para homenagear os faraós. Só que, em vez de pedra, são feitas de lembranças que as pessoas têm de você. Por isso nossos feitos não nossos monumentos. Construídos com memórias em vez de pedra." 


Crianças são cruéis, mas seus pais também não facilitam. Além de August sofrer bulling pelas crianças, alguns pais começam a fazer um abaixo assinado para que o garoto seja expulso do colégio. A justificativa é de que a escola não está preparada para receber alguém "especial".

No decorrer do livro, temos a versão de vários personagens e com isso conseguimos ter uma boa visão de tudo o que acontecia na vida do garoto.

Os relatos apresentados pelos outros personagens são emocionantes, mas o que mais me chamou a atenção foi o de sua irmã Olivia, ou Via, como sua família a chamava. Na versão da garota, ela se sentia deixada de lado, pois Auggie sempre 'tomava' muita atenção e tempo de seus pais. Desde pequena a garota aprendeu a se virar sozinha para que não ficasse sempre dependendo de seus pais. Para ela o Auggie é o seu mundo, sente a necessidade de sempre defende-lo de tudo, até mesmo dos olhares atravessados em todos os lugarem em que iam. É possível perceber o amor entre os irmãos, e isso me deixou muito mais emocionada. O simples fato de Via defender seu irmão, de ama-lo e não se importar nenhum pouco com a sua aparência me deixa com lágrimas nos olhos.


"A Olivia às vezes me lembra um pássaro, de penas eriçadas quando ela está chateada. E, quando ela está frágil desse jeito, parece um passarinho perdido à procura do ninho".


Desde a primeira página meu instinto foi abraçar Auggie e não soltar nunca mais, fiquei extremamente emocionada com o final do livro. Chorei, sorri, e agradeci imensamente por essa lição de vida que recebemos. 


"Acho que devia haver uma regra que determinasse que todas as pessoas do mundo tinham que  ser aplaudidas de pé pelo menos uma vez na vida."


Com Auggie eu aprendi que mesmo que todos te olhem como se você fosse um alienígena, mesmo que tentem te derrubar, de agredir verbalmente, você é melhor do que aquilo que pensam, falam ou demonstram à seu respeito. Você é lindo da sua forma, independente de qualquer coisa.


"[...] não é tudo um acaso. Se fosse, o universo nos abandonaria à própria sorte. E o universo não faz isso. Ele cuida das suas criações mais frágeis de formas que não vemos"


Este foi um dos livros que me fizeram parar muito tempo para pensar sobre os nossos atos, sobre como tratamos o próximo, como olhamos torto quando uma pessoa que é um pouco diferente dos nossos padrões passam. Sei o quanto isso é errado, mas quase sempre nós cometemos esse erro extremamente grosseiro com pessoas com as pessoas ao nosso redor.


"- ' A grandeza', escreveu Beecher, 'não está em ser forte, mas no uso correto da força... Grande é aquele cuja força conquista mais corações [...] grande é aquele cuja força conquista mais corações pela atração do próprio coração.' "

Tirei muitas lições e aprendi muito com esse livro.

Leitura bem mais do que recomendada!


Leia Ouvindo




Um Grande beijo
Ketilin e Maria Clara

3 comentários:

  1. Muito boa a sua resenha! Eu já li e o livro!

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  2. Ótima resenha, eu já li o livro, mas sempre que leio uma boa resenha ainda fico emocionada.

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