terça-feira, 3 de novembro de 2015

{Resenha} O Diário de Anne Frank


Autora: Anne Frank
Editora: Record
Número de Páginas: 352
Classificação: 5/5


Sinopse: O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Seu diário narra os sentimentos, medos e pequenas alegrias de uma menina judia que, com sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto.
Lançado em 1947, O diário de Anne Frank tornou-se um dos maiores sucessos editoriais de todos os tempos. Um livro tocante e importante que conta às novas gerações os horrores da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Agora, seis décadas após ter sido escrito, este relato finalmente é publicado na íntegra, com um caderno de fotos e o resgate de trechos que permaneciam inéditos. Uma nova edição que aprofunda e aumenta nossa compreensão da vida e da personalidade dessa menina que se transformou em um dos grandes símbolos da luta contra a opressão e a injustiça. E consagra O diário de Anne Frank como um dos livros de maior importância do século XX. Uma obra que deve ser lida por todos, para evitar que atrocidades parecidas voltem a acontecer neste mundo.

O Diário de Anne Frank é um dos meus livro preferidos, foi depois de ler ele que eu comecei a me interessar pela Segunda Guerra Mundial, a querer entender o que realmente aconteceu. Eu devo ter lido esse livro umas quatro vezes, e a cada vez que releio eu fico ainda mais impressionada, Anne era uma menina normal de 13 anos que passava pelos mesmos problemas que nós passamos (namorados; problemas com os pais; etc.), e que também tinha muitos sonhos e planos para a vida, a única diferença é que ela era uma jovem Judia que viveu durante o período do nazismo. Mesmo com tudo dando errado e tendo de viver em um Anexo Secreto para não ser mandada para os campos de concentração, Anne nunca deixou de sonhar e de acreditar que um dia poderia ter sua vida normal de volta.

“Nesses momentos não penso no infortúnio, e sim na beleza que permanece. É nisso que eu e mamãe somos muito diferentes”

Anne morava com a mãe, o pai e irmã em Amsterdã quando teve que se mudarem as pressas para, o que ela chamou, de Anexo Secreto, indo junto com eles a família van Daan. Mesmo vivendo isolada do mundo, Anne manteve sua personalidade forte e seus ideais bem definidos, ela decidiu se dedicar mais a seu diário depois de ouvir no rádio que era para os judeus refugiados relatarem suas experiências, para que depois da guerra fosse publicado, como o sonho dela era se tornar escritora, ficou super animada com a ideia. No decorrer do diário ela relata como foi à convivência no anexo durante os dois anos que passaram lá, todas as discussões que teve, momentos bons, às vezes em que ela pensou que haviam sido descobertos pelos nazistas, descreveu como foi se apaixonar, e como ela tinha dificuldades de se relacionar com as pessoas que moravam com ela.

“Eles criticam tudo a meu respeito – e quero dizer tudo mesmo: meu comportamento, minha personalidade, meus modos; cada centímetro meu, da cabeça aos pés e dos pés a cabeça.”

Durante todo o livro eu me apeguei muito a Anne, me identifiquei com ela, e foi muito difícil ler todo o livro sabendo que o final não seria feliz (Anne e todos os outros que moravam no Anexo morreram, com exceção de seu pai Otto H. Frank), todos os sonhos que ela tinha, fico feliz que pelo menos um deles se realizou, já que seu pai encontrou e publicou o diário, fazendo da filha uma escritora reconhecida. Posso dizer que Anne Frank me ensinou muitas coisas, e costumo a considerar uma amiga (tanto que dei o nome do meu diário de Anne), ela tinha apenas 13 anos quando seu mundo foi roubado e mesmo com todas as limitações ela não deixou de acreditar nas pessoas, no amor.

“Ás vezes acho que Deus está querendo me testar, agora e no futuro. Vou ter de me tornar uma boa pessoa por conta própria, sem ninguém para servir de modelo ou me aconselhar, mas no fim isso vai me tornar mais forte. (...) Estou sempre precisando de consolo, costumo me sentir fraca e com frequência deixo de atender às minhas expectativas. Sei disso, e todos os dias, resolvo ser melhor.”

Eu tenho certeza que se eu estivesse no lugar dela, tendo que lidar com tantos problemas ao mesmo tempo, eu não conseguiria, eu não teria toda essa vontade e esperança que Anne teve, ela se tornou um exemplo para mim, e com certeza ainda vou ler seu diário muitas e muitas vezes.


Leia ouvindo:



Beijos.

Um comentário:

  1. Este é um livro que marcou bastante a minha infância e lembro-me dele com muito carinho, quanto eu tinha por volta de dez ou onze anos eu participei de uma peça sobre esse livro, até hoje eu ainda lembro de algumas falas pq na época eu me envolvi muito com o texto. Eu interpretei Peter nessa ocasião e até hoje esse livro é muito importante para mim.

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